quinta-feira, 21 de julho de 2011

Monete quer me matar!


Simona, não sei responder sua pergunta sobre qual foi momento mais feliz da minha vida, mas certamente, o do meu dia foi escutando essa musica que você me mandou.


http://www.youtube.com/watch?v=CiVDzTT4CbE

O Vento É Selvagem

Me ame, me ame, me ame
Diga que me ama
Me deixe voar pra longe
Com você
Porque meu amor
É como o vento
E o vento é selvagem

Dê-me mais
Do que só uma carícia
Satisfaça essa
Avidez
Deixe o vento
Soprar em seu coração
Porque o vento é selvagem

Você...
Me tocou...
E eu escutei sons
De bandolins
Você...
Me beijou...
Por causa do seu beijo
Comecei a viver
Você para mim é a primavera
É todas as coisas
Para mim

Você não sabe que você
É a vida em si?
Como uma folha se prende
À árvore
Oh, meu amor
Se prenda em mim
Porque somos criaturas
Do vento
E o vento é selvagem
O vento é selvagem

O vento é selvagem
O vento é selvagem

Ilustração Carlos Trincheiras

Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
às vezes parece erva, parece hera
cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia."

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Há quem não goste da Marina...eu gosto!



Sexta-feira à noite
Os homens acariciam o clitóris das esposas
Com dedos molhados de saliva.
Contam dinheiro, papéis, documentos
E folheiam nas revistas
A vida dos seus ídolos.

Sexta-feira à noite
Os homens penetram suas esposas
Com tédio e pênis.
O mesmo tédio com que todos os dias
Enfiam o carro na garagem
O dedo no nariz
E metem a mão no bolso
Para coçar o saco.

Sexta-feira à noite
Os homens ressonam de borco
Enquanto as mulheres no escuro
Encaram seu destino
E sonham com o príncipe encantado


Marina Colasanti

domingo, 17 de julho de 2011

A pessoa é para o que nasce


O teatro revive dos atores, do tablado, do público e de uma paixão entre eles. E eu amo os atores, atrizes e o público por este poder. E quero morrer neste palco, onde se dá essa viva alquimia. E peço mais. Quando meu corpo descer a terra, minha alma não suba aos céus. Fique aqui, perambulando por essas cortinas, sentado em uma dessas cadeiras, fazendo estalar o assoalho quando meu espírito passar sobre ele até o final dos tempos. E no fim do fim, meu Deus, que eu saia daqui direto para o seu seio. Se é que estando no palco, já não estarei nele.

Quase nada é preciso
Para que ele exista
Onde e quando podem estar
Não há tempo nem lugar

Pode acontecer mesmo
Sem ter o show beleza
E criar-se do banal
Sem ter nada especial

Faz muito tempo que dizem
Que ele um dia vai morrer... Morrer
Mas insistente ele teima
Sempre em sobreviver

A
magia que ele cria

Logo esmaece
Feito bolha de sabão
Breve e intenso qual paixão

Nos prova lágrimas e risos
Nos encanta
Dá-nos o prazer e a dor
Nos faz ter ódio e amor

Ele prescinde de trajes,
De cenário, luz e cor... E cor
Mas não consegue viver
Sem o auxílio do ator
Mas não consegue viver
Sem o auxílio do ator

Vive o teatro, vive!
Vive do nosso amor
Vive o teatro, vive!
Enquanto houver o ator

Viva o teatro, viva!
Sobe o pano outra vez
Viva o teatro, viva!
Do aplauso de vocês
Do aplauco de vocês

(Grupo Galpão)


Foto de Giovanna Hackradt

Metier de atriz tem dessas coisas... fazer o que?

Prefiro morrer de tiro do que de tédio

Os abismos estão diante de mim, agora encho meus pulmões nos minutos que antecedem o salto, poderia ser a queda, mas prefiro chamar de salto, um enorme salto, que me lançará no turbilhão de encontros. E se o salto findar em queda, ainda assim, me deliciarei com o vento que me tocará no percurso do fim.

E assim, ninguém poderá dizer que não me atirei de todos os abismos... (S.Talma)